Bula Aredia

Laboratório

Novartis

Apresentação de Aredia

Infusão intravenosa: fr.-ampola (liof.): 15 mg, 30mg, 60mg ou 90mg. Cada ampola de diluente contém 5 ou 10 ml de água

estéril para injeção.

Aredia – Indicações

Tratamento de condições associadas ao aumento da atividade osteoclástica: metástases ósseas predominantemente líticas e mieloma múltiplo; hipercalcemia induzida por tumor; doença óssea de Paget.Hipersensibilidade conhecida a Aredia ou a outros bisfosfonatos.

Contra-indicações de Aredia

Hipersensibilidade conhecida a Aredia ou a outros bisfosfonatos.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Aredia

As reações adversas de Aredia geralmente são leves e transitórias. As reações adversas

mais comuns são hipocalcemia assintomática e febre (um aumento na temperatura corporal

de 1°C a 2°C), que ocorrem tipicamente nas primeiras 48 horas após a infusão. A febre

geralmente desaparece espontaneamente e não requer tratamento. A hipocalcemia

sintomática é rara.

Estimativas de freqüência: freqüente > 10%, ocasional entre > 1% e 10%, rara entre >

0,001% e 1%, casos isolados < 0,001%.

Organismo de modo geral

Freqüentes: febre e sintomas semelhantes aos da gripe, algumas vezes acompanhados de

mal-estar, calafrios, fadiga e rubor.

Reações locais

Ocasionais: reações no local da infusão (dor, vermelhidão, edema, endurecimento, flebite e

tromboflebite).

Sistema musculoesquelético

Ocasionais: dor óssea transitória, artralgia, mialgia e dor generalizada. Rara: câimbra

muscular.

Trato gastrintestinal

Ocasionais: náuseas e vômitos. Raras: anorexia, dores abdominais, diarréia, constipação e

dispepsia. Casos isolados: gastrite.

Sistema nervoso central (SNC)

Ocasionais: cefaléia. Raras: hipocalcemia sintomática (parestesia, tetania ), agitação,

confusão, tontura, insônia, sonolência e letargia. Casos isolados: alucinações visuais e

convulsão.

Sangue

Ocasionais: linfocitopenia. Raras: anemia e leucopenia. Casos isolados: trombocitopenia.

Sistema cardiovascular

Raras: hipotensão e hipertensão. Casos isolados: insuficiência ventricular esquerda

(dispnéia, edema pulmonar), insuficiência cardíaca congestiva (edema) causada por

sobrecarga hídrica.

Sistema renal

Casos isolados: hematúria, insuficiência renal aguda e deterioração de doença renal

preexistente.

Pele

Raras: rash (erupção) cutâneo e prurido.

Órgãos dos sentidos

Casos isolados: conjuntivite, uveíte (irite, iridociclite), esclerite, epiesclerite e xantopsia.

Outros

Raras: reações alérgicas, entre elas reações anafilactóides, broncoespasmo/dispnéia, edema

de Quincke (angioneurótico). Muito raros: choque anafilático. Casos isolados: reativação de

herpes simples e herpes zóster.

Alterações bioquímicas

Freqüentes: hipocalcemia e hipofosfatemia. Ocasionais: hipomagnesemia. Raras:

hiperpotassemia, hipopotassemia e hipernatremia. Casos isolados: testes de função hepática

anormais, aumento da creatinina e da uréia sérica.

Muitas dessas reações adversas podem estar relacionadas à doença de base.

Aredia – Posologia

Instruções para uso e manuseio: O liofilizado nos frascos deve ser primeiramente dissolvido c/ água estéril para injeção, ou seja, 15 mg devem ser completamente dissolvidos c/ 5 ml de água, e as dosagens de 30, 60 e 90 mg c/ 10 ml de água. A água estéril para injeção é fornecida juntamente c/ os frascos de liofilizado. O pH da solução reconstituída é de 6,0 a 7,4. É importante que o pó (liofilizado) seja completamente dissolvido antes que a solução reconstituída seja retirada para diluição. Aredia reconstituído c/ água para injeção é estável por até 24 horas, se mantido à temperatura de 8°C. A solução de infusão preparada a partir da diluição do liofilizado c/ um dos diluentes recomendados deve ser utilizada em 24 horas, contadas a partir do início da diluição do produto, quando armazenado à temperatura ambiente. Descartar a porção não utilizada do produto. A solução reconstituída deve ser diluída em solução de infusão livre de cálcio (por exemplo, cloreto de sódio a 0,9% ou glicose a 5%) antes da administração. Aredia nunca deve ser administrado em bolus (ver Advertências); após o preparo, deve ser infundido vagarosamente. A taxa de infusão não deve exceder a 60 mg/h (1 mg/min) e a concentração de Aredia na solução de infusão não deve exceder a 90 mg/250 ml. Uma dose de 90 mg deve normalmente ser administrada em infusão de 2 horas, em 250 ml de solução de infusão. Entretanto, em pacientes c/ mieloma múltiplo e em pacientes c/ hipercalcemia induzida por tumor, recomenda-se não exceder 90 mg em 500 ml por 4 horas. De modo a minimizar reações no local da infusão, a cânula deve ser inserida cuidadosamente em uma veia relativamente grande. Adultos e idosos: Metástases ósseas predominantemente líticas e mieloma múltiplo: A dose recomendada de Aredia para o tratam. de metástases ósseas predominantemente líticas e mieloma múltiplo é de 90 mg, administrados em infusão única a cada 4 semanas. Em pacientes c/ metástases ósseas que recebem quimioterapia a intervalos de 3 semanas, Aredia 90 mg também pode ser administrado a cada 3 semanas.

Hipercalcemia induzida por tumor: Recomenda-se que os pacientes sejam reidratados c/ solução salina normal, antes ou durante o tratam.. A dose total de Aredia a ser utilizada para um período de tratam. depende dos níveis iniciais de cálcio sérico do paciente. As diretrizes a seguir são derivadas de dados clínicos de valores de cálcio não-corrigidos. Entretanto, doses dentro das variações fornecidas também são aplicáveis para valores de cálcio corrigidos por proteína sérica ou albumina em pacientes reidratados.

A dose total de Aredia pode ser administrada tanto em infusão única como em infusões múltiplas, durante 2 a 4 dias consecutivos. A dose máxima para cada tratam. é de 90 mg, tanto para o tratam. inicial como para os tratamentos subseqüentes. Uma diminuição significativa no cálcio sérico é geralmente observada em 24 a 48 horas após a administração de Aredia, e a normalização é geralmente atingida dentro de 3 a 7 dias. Se a normocalcemia não for atingida dentro desse período, uma dose adicional pode ser administrada. A duração da resposta pode variar de paciente para paciente, e o tratam. pode ser repetido sempre que houver recorrência da hipercalcemia. A experiência clínica até o momento sugere que Aredia pode se tornar menos eficaz à medida que o número de tratamentos aumenta. Doença óssea de Paget: A dose de Aredia total recomendada para um período de tratam. é de 180 a 210 mg. Isto pode ser obtido administrando-se 6 doses unitárias de 30 mg, uma vez por semana (dose total 180 mg), ou administrando-se 3 doses unitárias de 60 mg a cada duas semanas. Se a dose unitária utilizada for de 60 mg, recomenda-se iniciar o tratam. c/ uma dose inicial de 30 mg (dose total 210 mg). O esquema, omitindo-se a dose inicial, pode ser repetido após 6 meses, até a remissão, e quando houver recidiva da doença. Insuficiência renal: Os estudos farmacocinéticos indicam não ser necessário o ajuste de dose em pacientes c/ qualquer grau de insuficiência renal. Entretanto, até que se adquira maior experiência, recomenda-se a velocidade máxima de infusão de 20 mg/h em pacientes c/ insuficiência renal. Crianças: Não há experiência clínica c/ Aredia em crianças.

Aredia – Informações

O pamidronato dissódico, substância ativa de Aredia, é um potente inibidor da reabsorção óssea mediada por osteoclastos. Liga-se fortemente aos cristais de hidroxiapatita, inibindo a formação e a dissolução desses cristais in vitro. A inibição da reabsorção óssea osteoclástica in vivo pode, ao menos em parte, ser causada pela ligação do fármaco ao mineral ósseo (matriz óssea). O pamidronato dissódico inibe o acesso de precursores osteoclásticos para o tecido ósseo e sua subseqüente transformação em osteoclastos maduros c/ atividade de reabsorção óssea. Entretanto, o efeito de anti-reabsorção local e direto do bisfosfonato ligado ao osso parece ser o mecanismo de ação predominante in vitro e in vivo. Estudos experimentais demonstraram que o pamidronato dissódico inibe a osteólise induzida por tumor, quando administrado antes ou no momento da inoculação ou do transplante c/ células tumorais. Alterações bioquímicas, que refletem o efeito inibitório de Aredia na hipercalcemia induzida por tumor são caracterizadas por diminuição do cálcio e do fosfato sérico e, secundariamente, por diminuição da excreção urinária de cálcio, fosfato e hidroxiprolina. A hipercalcemia pode conduzir à depleção do líquido extracelular e à redução na taxa de filtração glomerular (TFG). Pelo controle da hipercalcemia, Aredia melhora a TFG e diminui os níveis elevados de creatinina sérica na maioria dos pacientes. Estudos clínicos em pacientes c/ metástases ósseas predominantemente líticas ou mieloma múltiplo demonstraram que Aredia previne ou retarda eventos relacionados aos ossos (hipercalcemia, fraturas, radioterapia, cirurgia óssea e compressão medular) e reduz a dor óssea. Quando utilizado em combinação c/ tratam. anticâncer padrão, Aredia leva ao retardo na progressão das metástases ósseas. Adicionalmente, metástases ósseas osteolíticas que se demonstraram refratárias à terapia citotóxica e hormonal podem apresentar evidências radiológicas de estabilização da doença ou esclerose. A doença óssea de Paget, que é caracterizada por áreas localizadas de reabsorção e formação óssea aumentadas c/ alteração qualitativa na remodelação óssea, tem boa resposta ao tratam. c/ Aredia. A remissão clínica e bioquímica da doença foi demonstrada por cintilografia óssea, redução na hidroxiprolina urinária e fosfatase alcalina sérica e por melhoria sintomática.

Bula Arelix

Laboratório

Sanofi

Apresentação de Arelix

emb. c/ 20 cáps. de 6 mg.

Arelix – Indicações

É indicado para o tratam. de hipertensão arterial leve a moderada. Na hipertensão grave, Arelix pode ser combinado c/ fármacos anti-hipertensivos não-diuréticos. Também é indicado para promover a excreção de acúmulos anormais de líquidos, visíveis ou inaparentes, aliviar o trabalho do coração em pacientes c/ insuficiência cardíaca e edemas conseqüentes a doenças hepáticas ou renais.

Contra-indicações de Arelix

Hipersensibilidade à piretanida ou aos derivados sulfonamídicos. Arelix não deve ser usado em insuficiência renal c/ anúria, hipopotassemia ou hiponatremia graves, hipovolemia c/ ou sem redução concomitante da pressão arterial, insuficiência hepática associada c/ alterações do estado de consciência.

Advertências

Arelix não deve ser administrado a crianças, pois não há experiência suficiente em

seu uso pediátrico.

Como em todos os pacientes sob terapia salurética, deve-se monitorar o potássio sérico,

a glicemia e a uricemia.

O controle metabólico em diabéticos pode, ocasionalmente, ser prejudicado.

Uso na gravidez de Arelix

Arelix não deve ser usado durante o primeiro trimestre de gravidez. Ainda não há

dados suficientes para determinar a segurança do seu uso nos últimos estágios da

gestação.

Estudos animais mostraram que a piretanida passa para o leite materno. Sendo assim,

Arelix não deve ser administrado a lactantes.

Atenção diabéticos: contém açúcar (119 mg de sacarose/cápsula).

Interações medicamentosas de Arelix

A experiência com outros diuréticos de mecanismo de ação similar sugere que algumas

interações devem ser consideradas:

Pode ocorrer potencialização dos efeitos nefrotóxicos e ototóxicos de alguns antibióticos.

Durante tratamento simultâneo com digitálicos, deve ser lembrado que a deficiência de

potássio e magnésio aumenta a sensibilidade do miocárdio aos digitálicos, podendo ocorrer,

como resultado, arritmias cardíacas.

Quando Arelix for administrado simultaneamente com hormônios que afetem o equilíbrio

eletrolítico (corticosteróides), laxantes ou carbenoxolonas, ou nos casos onde o alcaçuz (erva

medicinal) é freqüentemente consumido, a capacidade desses fármacos provocarem

hipopotassemia deve ser considerada.

O efeito anti-hipertensivo de outros medicamentos pode ser aumentado. A administração

concomitante de um inibidor da ECA pode levar a uma redução da pressão arterial (algumas

vezes progredindo para choque) e/ou comprometimento da função renal (algumas vezes

progredindo para insuficiência renal), especialmente em pacientes que desenvolvem

deficiência de sal e líquidos após terapia diurética.

Em pacientes diabéticos, pode ser necessário um aumento da dose do hipoglicemiante.

O efeito dos salicilatos e relaxantes musculares tipo curare pode ser potencializado, enquanto

que o das aminas vasopressoras (ex.: adrenalina, noradrenalina) pode ser atenuado.

A excreção do lítio por via renal pode ser reduzida, o que pode acarretar aumento dos seus

efeitos cardiotóxicos e neurotóxicos.

Os antiinflamatórios não-esteróides (indometacina, ácido acetilsalicílico) podem atenuar o

efeito diurético da piretanida e até causar insuficiência renal em caso de hipovolemia préexistente.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Arelix

Distúrbios gastrintestinais como náusea, vômito, distúrbios digestivos e diarréia

ocorrem em casos raros.

Podem ocorrer reações adversas devido à depleção de água e eletrólitos, especialmente

após tratamento prolongado com doses altas, o que exigirá a correção do equilíbrio

hidroeletrolítico. A perda excessiva de líquido (principalmente decorrente de altas doses)

pode levar à perda de água corpórea (desidratação) e redução do volume sangüíneo

circulante (hipovolemia). Como resultado, pode ocorrer uma pressão sangüínea reduzida

(hipotensão), distúrbios circulatórios quando da posição ereta (distúrbio ortostático de

regulação), bem como secura da boca, cefaléia e outras desordens circulatórias tais

como tontura e alteração visual, especialmente em pessoas idosas. Se a perda de

líquidos causar um aumento na concentração sangüínea (hemoconcentração) pode

ocorrer trombofilia, especialmente em pacientes idosos. Fraqueza muscular generalizada

e câimbras nas pernas são sinais precoces de desequilíbrio eletrolítico.

Quando usado na posologia recomendada, Arelix tem pouco ou nenhum efeito no

balanço de potássio. Entretanto, pode ocorrer depleção de potássio, especialmente

quando a ingestão concomitante de potássio na dieta alimentar é insuficiente ou após

vômitos ou diarréia, bem como quando do uso freqüente de laxantes. Além disso, a

deficiência de potássio decorrente de outras condições como, por exemplo, doenças

hepáticas, do córtex adrenal ou do trato gastrintestinal, pode ser potencializada.

Pode ocorrer depleção de sódio especialmente se a restrição da ingestão de sal for

muito rigorosa. Neste caso, ela pode se manifestar como, por exemplo, câimbras

musculares, perda do apetite, sensação de fraqueza, sonolência, apatia, confusão mental

e vômito.

Arelix pode causar um aumento da excreção de cálcio e magnésio, mas isto,

normalmente, não tem significância clínica. Nos casos onde outros fatores potencializam

essa ação e a depender da dose, uma deficiência clinicamente relevante de cálcio ou

magnésio sangüíneos (hipocalcemia, hipomagnesemia) pode ocorrer. Isto pode se manifestar, por exemplo, na forma de irritabilidade neuromuscular aumentada, tetania e

arritmias cardíacas.

A tolerância à glicose pode ser reduzida em pacientes tratados com Arelix. Em

pacientes diabéticos, isto pode levar à deterioração da condição metabólica; a diabete

que não era previamente evidente (diabetes mellitus latente) pode tornar-se manifesta.

Os níveis séricos de uréia e creatinina podem se elevar durante o tratamento com

Arelix .

A concentração de ácido úrico sangüíneo pode elevar-se durante terapia com Arelix.

Isto pode levar à crise de gota especialmente em pacientes com níveis já elevados de

ácido úrico.

Em todos os pacientes que recebem terapia salurética, os níveis sangüíneos de

potássio, glicose e ácido úrico devem ser acompanhados.

A alcalose metabólica pré-existente (como em pacientes com cirrose hepática

descompensada) pode agravar-se durante tratamento com Arelix.

Durante tratamento com Arelix, pode ocorrer uma sensibilidade aumentada da pele à

luz. Reações alérgicas como, por exemplo, edema e erupções cutâneas tais como

urticária, exantemas e enantemas maculopapulares e eritema multiforme podem ser

vistos em casos raros.

Trombocitopenia, que pode tornar-se manifesta como uma tendência aumentada à

hemorragia ou uma redução no número de células sangüíneas brancas têm sido

observado em casos isolados.

Processos inflamatórios de vasos sangüíneos (vasculites) têm sido observados durante

tratamento com outros diuréticos de alça.

Impotência pode ocorrer em casos raros como resultado da redução da pressão arterial.

Em pacientes com distúrbios na micção ou hipertrofia prostática, os sintomas de

obstrução do fluxo urinário podem ser agravados ou tornar-se manifestos pela primeira

vez.

Em casos isolados, a capacidade de dirigir, atravessar a rua com segurança ou operar

máquinas pode ser prejudicada, especialmente no início do tratamento, quando se está

substituindo outro medicamento anti-hipertensivo ou ainda quando são consumidas

bebidas alcoólicas durante o tratamento com a piretanida.

Arelix – Posologia

A menos que prescrito de modo diferente, as doses recomendadas são: Hipertensão: Nos casos de hipertensão leve a moderada, o tratam. deve ser iniciado c/ 1 a 2 cápsulas por dia. Em função do efeito diurético, a segunda cápsula não deve ser tomada à noite. Para o tratam. de manutenção, a administração diária de uma cápsula de Arelix é geralmente suficiente. Edema: A dose inicial é geralmente uma cápsula por dia. Doses adicionais dependerão da resposta do paciente e da avaliação clínica. A duração do tratam. é determinada pelo médico. As cápsulas devem ser ingeridas inteiras sem mastigar, após o café da manhã ou outra refeição. Durante o tratam. c/ Arelix, os pacientes devem ser orientados para consumir uma dieta rica em potássio e restringir a ingestão de sal a quantidades moderadas.

Superdosagem

Até o presente momento, não foi relatado nenhum sintoma decorrente de superdosagem,

entretanto caso isso ocorra deve ser realizada lavagem gástrica. O paciente deve permanecer

em observação e, se necessário, devem ser implementadas medidas de suporte respiratório e

cardiovascular.

Arelix – Informações

Arelix (piretanida) tem propriedades anti-hipertensiva e diurética. Contém como substância ativa a piretanida numa formulação de liberação lenta. Após uma leve ação inicial, o efeito diurético persiste por um longo período.

Á parte de ser devida ao seu efeito diurético, a ação anti-hipertensiva da piretanida é atribuída à normalização do desequilíbrio eletrolítico celular e, principalmente, à redução na atividade do cálcio livre nas células da musculatura arterial que está elevada em pacientes com hipertensão arterial essencial.

Por esta razão, sabe-se que a contratilidade aumentada ou responsividade dos vasos sangüíneos às aminas endógenas pressoras (ex.: catecolaminas) é reduzida. A diminuição na pressão arterial elevada paralela à atividade do cálcio intracelular (medida nos eritrócitos) após a administração da piretanida dá suporte a tal teoria.

A piretanida também causa um aumento na capacidade venosa mediado pela prostaglandina e independente da diurese, assim tendo o efeito adicional de reduzir o trabalho cardíaco.

A utilização de uma cápsula diariamente possibilita a diminuição da pressão arterial que se inicia lenta e suavemente durante 1 a 2 semanas; o efeito anti-hipertensivo dura cerca de 24 horas, mantendo deste modo, a pressão arterial controlada.

A pronunciada diurese que freqüentemente ocorre nos dias iniciais ao tratamento durante as primeiras horas após a ingestão da cápsula diminui com o decorrer do tratamento.

Bula Ares

Laboratório

União Química

Referência

Ipratrópio

Apresentação de Ares

sol. para inalação: fr. c/ 20ml.

Contra-indicações de Ares

O uso do Brometo de Ipratrópio é contra-indicado em pacientes com história de hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou à substâncias atropínicas.

Ares – Posologia

Solução para inalação:

Adulto: 0,250-0,500mg (25-50 gotas ou 1-2ml), a cada 4 a 6 horas.

Crianças menores de 5 anos: a posologia deve ser adaptada à critério médico, sendo que os estudos realizados demonstraram ser a dose adequada de 0,050-0,125 (5 a 13 gotas ou 0,2 a 0,5ml), a cada 4-6 horas.

A solução para inalação deve ser administrada via inalatória por nebulização da solução. Se necessário, diluí-la em 3-5ml de solução salina (cloreto de sódio a 0,9%), utilizando-se oxigênio ou ar comprimido. Ares pode ser combinado com um beta-2-agonista, como o fenoterol, na inalação para tratamento da crise aguda do broncoespasmo.

Bula Arflex

Laboratório

Diffucap

Apresentação de Arflex

retard 200mg cx 6 ou 12 cap retard

Bula Argirol

Laboratório

Allergan

Apresentação de Argirol

Colírio a 10% c/ 5 ml

Argirol – Indicações

Como coadjuvante na profilaxia da otftalmia dos recém-nascidos. Tratamento alternativo das conjuntivites.

Argirol – Posologia

Instilar 1 gota no saco conjuntival, 3 a 4 vezes por dia, ou a critério médico.

Argirol – Informações

Argirol contém Vitelinato de prata a 10% na forma de colírio estéril para uso tópico oftálmico.

É um derivado proteínico de ação antibacteriana, que contém baixa concentração de íons prata livres, sendo, por isso, menos irritante para os tecidos oculares.

Bula Aricilina

Laboratório

Ariston

Apresentação de Aricilina

Embalagens contendo 50 frascos-ampola de 5.000.000UI

Bula Arifenicol

Laboratório

Ariston

Referência

Cloranfenicol Drágeas, Xarope e Injetável

Apresentação de Arifenicol

Pó para sol. inj.: emb. c/ 1 ou 50 fr.-amp. + diluente. (cada um c/ 1000mg)

Arifenicol – Indicações

Infecções por Haemophilus influenzae, principalmente tipo B: meningites, septicemia,
otites, pneumonias, epiglotites, artrites, osteomielites, etc.
Febre tifóide e salmoneloses invasivas (inclusive osteomielite e sepsis).
Abscessos cerebrais por Bacteroides fragilis e outros microorganismos sensíveis.
Meningites bacterianas causadas por Streptococcus ou Meningococcus, em pacientes
alérgicos à penicilina.
Ricketsioses.
Infecções por Pseudomonas pseudomallei.
Infecções intra-abdominais (principalmente por microrganismos anaeróbicos).
Outras indicações:
actinomicose,antrax,brucelose,treponematoses, peste, sinusites, otite crônica supurativa.
Entretanto, o cloranfenicol deve ser reservado para infecções graves, nas quais outros
antibióticos menos tóxicos são ineficazes ou contra-indicados. O cloranfenicol não é
indicado para uso profilático de infecções.

Contra-indicações de Arifenicol

É contra-indicado em pacientes alérgicos ao cloranfenicol ou derivados, em portadores de depressão medular, nas discrasias sangüíneas ou insuficiência hepática.
Em recém-nascidos e prematuros a concentração sérica deve ser monitorizada. Não deve ser usado na gravidez, principalmente nas últimas semanas, pelo risco de síndrome cinzenta do recém-nascido.
Pacientes utilizando medicamentos antineoplásicos ou radioterapia devem evitar o uso de cloranfenicol, devido ao risco de depressão medular.

Advertências

O uso de cloranfenicol deve ser evitado em pacientes com anemia, sangramentos, doenças
hepáticas ou renais.
Evitar o uso concomitante com fármacos depressores da medula óssea, alfentanil,
hidantoína, fenobarbital, antidiabéticos orais, eritromicina, lincomicinas e com radioterapia.
Evitar o uso durante imunizações ativas.
O uso de cloranfenicol pode provocar aumento da incidência de infecções dentárias,
cicatrização lenta e sangramento gengival. Pacientes com deficiência de G-6-PD podem ter
crises hemolíticas com o uso do medicamento.
Pacientes com porfiria têm o risco de crises aumentado.
O cloranfenicol pode provocar depressão da medula óssea, nem sempre reversível. O risco
da depressão medular é maior com tratamentos prolongados, por isso o uso deste
medicamento não deve ultrapassar a dez dias. Quando são necessários tratamentos mais
longos, exames periódicos de controle hematológicos devem ser realizados.
Toxicidade
Não há estudos confirmando a ausência de efeitos mutagênicos, carcinogênicos ou
teratogênicos no ser humano. Por isso, apesar da ausência de relatos comprovando a ligação
do uso do fármaco com tais efeitos, não se recomenda o uso durante a gravidez.
O principal efeito tóxico do cloranfenicol ocorre na medula óssea, provocando duas
alterações: depressão da medula óssea e anemia aplástica. A primeira é provocada pela
interferência do fármaco na síntese protéica das células medulares e a segunda tem causa
desconhecida. A depressão medular é reversível com a suspensão do fármaco e é dose
dependente (em adultos ocorre em pacientes que recebem 4 g ou mais por dia ou com nível
sérico acima de 30 microgramas por mL). A aplasia é idiossincrásica, embora bastante rara,
é geralmente fatal.
Pode ocorrer neurite óptica em tratamentos prolongados. Diminuição da acuidade visual
pode ocorrer, mas é reversível. Neurite periférica, cefaléia, confusão mental, oftalmoplegia,
náuseas, vômitos, diarréia, glossite, estomatite e hipersensibilidade são raros.
O cloranfenicol pode provocar diminuição da síntese de vitamina K, o que poderia causar
sangramento quando o seu uso é prolongado.

Uso na gravidez de Arifenicol

Não é recomendável a utilização de cloranfenicol durante a gravidez, apesar de nunca terem
sido relatados defeitos teratogênicos relacionados com seu uso. Nas últimas semanas de
gestação, a passagem do cloranfenicol para o feto pode levar ao aparecimento da síndrome
cinzenta do recém-nascido.
Categoria de risco na gravidez: categoria C
ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES
GRÁVIDAS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA OU DO CIRURGIÃO-DENTISTA.
Usa na amamentação
O cloranfenicol passa para o leite materno, podendo provocar depressão medular ou
síndrome cinzenta do recém-nascido.

Interações medicamentosas de Arifenicol

Álcool: pode ocorrer reações semelhantes ao dissulfiram.
Antiepiléticos (fenobarbital e hidantoína): podem diminuir a concentração sérica de
cloranfenicol. Além disso, a inibição do sistema citocromo P-450 pelo cloranfenicol pode
diminuir o metabolismo do fenobarbital e da hidantoína, elevando os níveis séricos destes
fármacos.
Varfarina: mesma interação que com fenobarbital.
Piridoxina: o cloranfenicol aumenta a excreção renal da piridoxina.
Vitamina B12: o cloranfenicol pode reduzir o efeito hematológico da vitamina B12.
Alfentanil: diminui o clearence, com acúmulo sérico.
Antidiabéticos orais: o cloranfenicol pode inibir o metabolismo hepático destes
fármacos, aumentando seus efeitos.
Eritromicinas e lincomicinas: o cloranfenicol compete com ambos na ligação com a
subunidade 50S dos ribossomos bacterianos, antagonizando seus efeitos; deve-se evitar o
uso concomitante.
Ativadores de enzimas hepáticas (rifampicina, fenobarbital, etc): aumentam a
degradação de cloranfenicol.
Penicilinas: pode haver diminuição da ação bactericida das penicilinas.
Interferência em exames laboratoriais
O cloranfenicol pode causar falsos resultados positivos de glicosúria. O teste de
Bartiromide é alterado, pois o cloranfenicol provoca aumento da quantidade de PABA
recuperada.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Arifenicol

# Reações hematológicas: Depressão medular dose dependente mais comumente observada quando as concentrações séricas ultrapassam 25 microgramas por ml; esta afecção é geralmente reversível com a suspensão do fármaco. A anemia aplástica é uma reação idiossincrática grave que ocorre em 1 a cada 25.000 a 40.000 pacientes tratados com cloranfenicol; não tem relação com a dose ou duração do tratamento, a maioria dos casos está relacionada ao uso oral e seu aparecimento ocorre em geral várias semanas ou meses após o uso do fármaco. Foram descritos casos raros de leucemia após anemia aplástica provocada pelo cloranfenicol, porém essa correlação não está ainda totalmente definida.
# Síndrome cinzenta do recém-nascido: é caracterizada por distensão abdominal, vômitos, flacidez, cianose, colapso circulatório e morte; provavelmente ocorre por acúmulo sérico do fármaco pela incapacidade do neonato em conjugar e eliminar o cloranfenicol.
Se o uso em recém-nascidos é necessário, a dose deve ser de 25 mg/kg/dia e o nível sérico monitorizado. Adultos com ingestão acidental de doses muito elevadas podem apresentar esta reação.
# Neurite óptica ocorre raramente com o uso prolongado, a diminuição da acuidade visual é em geral reversível.
# Outros sintomas neurológicos raros: neurite periférica, cefaléia, depressão, oftalmoplegia e confusão mental.
# Reações de hipersensibilidade são raras.
# Reações gastrintestinais como diarréia, náuseas, vômitos, glossite e estomatite são pouco freqüentes e sem gravidade.

Arifenicol – Posologia

A administração deve ser feita por via endovenosa, dividida em 4 doses ou administração a cada 6 horas.
Adultos: 50 mg de cloranfenicol base por quilo de peso por dia. A dose máxima para adultos é de 4 g/dia. Em infecções graves, assim como em meningites, a dose pode chegar a 100 mg/kg/dia.
Crianças: 50 mg (base) por quilo de peso por dia; em prematuros e recém-nascidos com menos de 2 semanas de vida a dose é de 25 mg (base) por quilo de peso por dia.
A concentração sérica para a via parente