COQUELUCHE | Sintomas – Complicações – Tratamento – Prevenção

Coqueluche

A Coqueluche é uma doença aguda febril caracterizada por tosse paroxística. Causada pela bactéria Bordetella pertusis e afeta principalmente crianças na primeira infância e da idade pré-escolar, sendo mais grave nos lactentes e mais comum nos meses frios.

Sinais e Sintomas:

A criança apresenta um período de incubação de em média 15 dias, e a partir daí inicia-se o período catarral, com acessos de tosse e com intensidade maior à noite.

Diagnóstico:

O diagnóstico é baseado na clínica, cultura do microorganismo causador e testes sorológicos.  Com os acessos de tosse, a criança vai se tornando angustiada, ansiosa, com olhos esbugalhados e lacrimejantes e lábios arroxeados. As crises de tosse podem repetir várias vezes, de dia ou de noite, quase sempre ocasionando eliminação de muco ou vômito. Depois de aproximadamente duas semanas tem inicio a remissão, com diminuição da frequência e da intensidade da tosse, a criança alimenta-se melhor e recupera-se.

A cultura é o padrão-ouro para o diagnóstico, mas também pode-se solicitar testes sorológicos para detecção de anticorpos IgM.

Segundo a Organização Mundial de Saúde o diagnóstico da coqueluche é confirmado quando há tosse paroxística por 21 dias ou mais, confirmação laboratorial ou se há criança teve contato com outras pessoas diagnosticadas com coqueluche.

Complicações:

As principais complicações da coqueluche são: broncopneumonia, bronquiolite, encefalopatia e otite média supurada. Outras doenças respiratórias podem estar associadas, como o sarampo, tuberculose, difteria e escarlatina.

Tratamento:

O tratamento da coqueluche tem como objetivo o conforto e suporte emocional do paciente e dos pais, suporte nutricional, erradicação do agente etiológico, evitar complicações, e quando já presentes, tratá-las.

O paciente deve ser isolado, devido a coqueluche ser extremamente contagiosa. A criança deve ficar em repouso, o quarto deve ser arejado e de temperatura constante. Deve ser oferecida alimentação logo após as crises de tosse para evitar vômitos e a hidratação deve ser vigorosa e constante.

Antibióticos devem ser utilizados para reduzirem a gravidade e a duração da doença. O medicamento de escolha é a Eritromicina, na dosagem de 40 a 50mg/kg/dia, durante 14 dias. A Ampicilina não deve ser usada devido a sua ineficácia clínica.

Corticosteroides como a Betametasona ou Hidrocortisona, podem reduzir o número, a gravidade e a duração das crises paroxísticas.

Prevenção:

Atualmente é recomendada pela Organização Mundial de Saúde a vacinação das crianças. A vacina da coqueluche é junto com a de difteria e tétano.

Autor(a): 

Doutoranda em Medicina.

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